A tecnologia mais perto de você

O que esperar da nova TI?

 

O que esperar da nova TI?

Se antes nós, usuários de Tecnologia da Informação, nos restringíamos a alguns fornecedores de TI, hoje, desfrutamos de uma gama de opções e temos autonomia para escolher o mais adequado: contratar uma empresa de TI, utilizar a TI interna, adquirir produtos prontos etc.

Tudo isso porque as possibilidades estão-se multiplicando e tornando-se mais acessíveis. Estamos cada vez mais atentos quanto ao custo das oportunidades, e, além disso, o uso da tecnologia está massivamente presente no dia a dia de todos. Nossas necessidades e expectativas em relação aos fornecedores de tecnologia também estão-se modificando, criando um marco entre a velha e a nova TI.

A TI tornou-se um serviço como outro qualquer, que você precisa ou deseja contratar e deve atender às necessidades prontamente, e da melhor forma. Fazendo um paralelo com o cotidiano – esquecemos aqui, por um momento, o mundo de TI –, quando você vai ao banco em busca da melhor opção de aplicação ou empréstimo, espera que o gerente do banco:

> Entenda o seu problema – porque conhece o seu negócio;

> Indique as soluções adequadas – quais as linhas de crédito disponíveis, vantagens e desvantagens etc.;

> Apresente uma solução que atenda à velocidade do seu negócio – não adianta apresentar uma linha de financiamento do BNDES para cobrir uma necessidade de curto prazo para fluxo de caixa, por exemplo;

> E, para finalizar, você espera que a solução caiba no seu bolso – relação custo/benefício viável.

Com os fornecedores de serviços de TI acontece da mesma forma. Hoje, eu quero que a ‘nova’ TI entenda o meu problema; indique as soluções mais adequadas (porque ela tem o conhecimento técnico e entende o meu negócio); entregue propostas com custo/benefício aceitável e numa velocidade que acompanha o ritmo dos negócios (time to market).

Eu, como usuário, espero que a TI consiga, ao meu lado, encontrar e viabilizar soluções para os meus desafios, de ponta a ponta, enxergue os riscos e as oportunidades que devemos enfrentar juntos, e seja detentora de conhecimento tecnológico aliado à estratégia.

Aplicando a teoria à realidade do mundo de TI, a ferramenta de Business Intelligence (BI) nas grandes corporações é um ótimo exemplo. A TI de antes – a velha – enxergava o usuário como alguém que deveria aceitar as propostas técnicas sem questionar. Logo, encontramos em algumas dessas corporações o BI sendo usado de forma superficial, não trazendo resultados satisfatórios aos usuários. O que criava uma sensação de que aquele BI era complexo e custoso, e trazia poucos benefícios reais à companhia. Aculturar a empresa e transformar o BI em um recurso eficaz, que traz valor de fato e não apenas dados organizados são os maiores desafios.

O posicionamento do usuário é unânime: não deve haver distanciamento entre TI (a nova TI) e Negócios; eles caminham juntos. O usuário espera que os recursos de BI tragam respostas às estratégias do seu negócio, auxiliando a identificar o melhor caminho a seguir. Para tal, o segredo é adequar a solução de BI à realidade do cliente – suas necessidades, objetivos de negócio e diferentes tipos de usuários (entender os negócios e as pessoas), agregando informações para os diversos níveis.

Esse momento de transformação da postura do usuário e da TI é combustível para a inteligência competitiva, forçando os fornecedores a aderirem à nova TI. Ou a TI estará fadada a tornar-se commodity, sendo reduzida apenas a análise do seu custo para a companhia. É necessário oferecer um conhecimento de negócio, processos, pessoas envolvidas nesses processos e saber quais as competências necessárias para que o profissional consiga entregar o resultado, entendendo como traduzir competências em entrega de valor real ao negócio.

Fonte: cio.uol.com.br